SALA CAR — central de monitoramento ambiental offshore

01 · Energia · Operações críticas offshore

Petrobrás

Sistema de gestão de ocorrências ambientais offshore, com dados geoespaciais, equipes operacionais e obrigações regulatórias no mesmo fluxo de trabalho.

Product Designer
Henrico Amaral
UX Researcher
Karolinne Santos
Empresa
Mirante Tecnologia
Cliente
Petrobras
Período
Abril 2023 — Março 2024
Duração
12 meses
Tipo
Plataforma interna de monitoramento ambiental
Plataforma
Web · Desktop operacional
Escopo
Discovery · Arquitetura da informação · UX/UI · Prototipação

Neste projeto, o design tratou a ocorrência como unidade de trabalho entre monitoramento, classificação, mobilização, resposta e encerramento.

02 Contexto Operacional

O que é operar ambientalmente offshore.

Operações de petróleo offshore estão sujeitas a regulações ambientais federais que exigem monitoramento contínuo, registro de ocorrências e capacidade de resposta documentada.

O registro atravessava Geoprocessamento/OSD, CAR, Apoio Operacional, LES e Gestão, com responsabilidades diferentes ao longo da resposta.

Sete canais independentes podiam originar uma ocorrência ambiental.

01 Monitoramento orbital imagem de satélite
02 OSD detecção de manchas
03 Poseidon II aeronave de asa fixa
04 Sobrevoo aéreo (LES) rota de sobrevoo
05 Unidade marítima plataforma offshore
06 Embarcação de apoio observação no mar
07 Centro de controle (CAE) acionamento central
→ Convergência Nova ocorrência um registro único e rastreável
03 Definição do Problema

Antes do sistema, cada etapa era registrada isoladamente.

Quando o oceano joga uma mancha no seu radar, não dá tempo de cruzar planilha com PDF. O fluxo legado dependia exatamente disso.

Esses registros não compartilhavam a mesma estrutura operacional. A reconstrução do contexto ficava distribuída entre arquivos, sistemas e pessoas.

Antes · Fragmentação

Planilhas locais de recursosRelatórios técnicos em PDFControle cronológico manualSistemas de geoprocessamentoRegistros paralelos

Depois · Visão única

O custo estava em montar o contexto operacional.

A operação já produzia informação suficiente; o problema era reuni-la no momento da decisão.

O desenho precisava reduzir a dependência de registros repetidos e tornar visíveis classificação, responsabilidade, mobilização e encerramento.

O gargalo estava na energia gasta para cruzar dados dispersos sob pressão de tempo.

04 Atuação do Designer

O campo revelou que a ocorrência precisava ser tratada como um caso contínuo.

A investigação em campo e o mapeamento dos fluxos mostraram que a resposta dependia de contexto compartilhado, permissões claras e uma sequência comum de evidências. Parte dos perfis e integrações ainda dependia de definição e aprovação.

01

Discovery no CENPES

Observar a operação em campo e mapear o contexto real de resposta.

02

Entrevistas e cocriação

Cruzar entrevistas, observação, cocriação e validação com as equipes envolvidas.

03

Papéis e permissões

Organizar Gestão/Admin, Geoprocessamento/OSD, CAR, Apoio Operacional e LES.

04

Estados e exceções

Mapear registro, classificação, mobilização, resposta, pendência e encerramento.

05

SLAs regionais

Tratar prazos de resposta e diferenças regionais como restrições de produto.

06

Linhagem da informação

Conectar sinal, geoprocessamento, classificação, ocorrência, mobilização, evidências, ICS 214, consolidação e gestão/regulador.

05Decisão Estrutural

A ocorrência como elemento estruturador do fluxo.

Propusemos reorganizar o sistema usando a ocorrência como unidade central do fluxo de trabalho. O modelo conecta monitoramento, geoprocessamento, mobilização, resposta, cronologia e encerramento, mantendo explícitos os fluxos que continuavam externos.

Ocorrência Unidade central
Monitoramento sinal e detecção
Geoprocessamento dados geoespaciais
Mobilização recursos e embarcações
Resposta ação em campo
Cronologia registro ICS 214
Encerramento consolidação e relatório
Ciclo operacional estruturado
RegistroInterpretaçãoClassificaçãoMobilizaçãoRespostaCronologiaConsolidaçãoEncerramento
06Restrições do Projeto

Nem tudo pôde ser integrado de imediato.

Limitações técnicas e regulações exigiram manter alguns fluxos temporariamente externos ou dependentes de processos manuais. Integrações com sensores satelitais herdados permaneceram em canais paralelos e o fechamento formal do relatório regulatório ainda exigia formulários no ambiente governamental.

01 · Realidade

Aderência ao fluxo real

Refletir a operação real e exigências regulatórias.

02 · Rastreio

Rastreabilidade

Toda ação e mudança de estado precisava gerar registro auditável.

03 · Offshore ↔ Terra

Colaboração

Equipes offshore e analistas em terra precisavam cooperar sobre o mesmo evento.

04 · Campo

Uso sob pressão

Registrar dados precisava ser mais simples que preencher planilhas.

07Experiência · Solução

Telas, fluxos e interações integradas.

Transformamos o fluxo de trabalho em interfaces modulares, integrando cronologia de resposta, geoprocessamento e painéis de coordenação. Cada prancha abaixo documenta um módulo do sistema.

FIG. 01Visão geral e controle de ocorrênciasSALA CAR / MÓDULO
Listagem e controle de ocorrências no SALA CAR
A listagem deixou de ser apenas uma tabela e passou a consolidar classificação de risco, tamanho estimado da mancha e recursos alocados.
FIG. 02Classificação e origemSALA CAR / MÓDULO
Ocorrência classificada
Origem de geoprocessamento integrada
Detalhes e classificação estruturada da emergência ambiental com integração de dados de origem do geoprocessamento.
FIG. 03Aba ICS 214 — cronologia da ocorrênciaSALA CAR / MÓDULO
Aba ICS 214 com cronologia da ocorrência
O log de eventos foi inserido na navegação central do incidente para gerar rastreabilidade nativa.
FIG. 04Fluxo de mobilizaçãoSALA CAR / MÓDULO
Mobilização de embarcação
Embarcação mobilizada
Seleção, simulação e confirmação visual de embarcações envolvidas na resposta operacional.
FIG. 05Gestão e painel de embarcaçõesSALA CAR / MÓDULO
Painel de embarcações disponíveis
Painel consolidado com embarcações disponíveis, capacidade operacional e posição de monitoramento.
FIG. 06Módulo de geoprocessamento e mapasSALA CAR / MÓDULO
Módulo de geoprocessamento e edição de mapas
Fluxo operacional completo do SALA CAR
Ferramenta para localizar, editar e acompanhar dados geoespaciais da ocorrência.
FIG. 07Monitoramento por Sobrevoo LESSALA CAR / MÓDULO
Tela mobile do sobrevoo LES
Sobrevoo LES mobilizado
Detalhe de sobrevoo LES em operação
Rota de sobrevoo LES registrada
Integração do aplicativo mobile de campo e consolidação de imagens de satélite e rotas de sobrevoo.
FIG. 08Módulo Poseidon IISALA CAR / MÓDULO
Módulo Poseidon II
Detalhamento do módulo Poseidon II
Acompanhamento de dados de aeronaves de asa fixa para dispersão e mapeamento tático.
FIG. 09Finalização de OcorrênciaSALA CAR / MÓDULO
Finalização da ocorrência
Camada de consolidação e encerramento, gerando justificativas e relatórios regulatórios formais para o IBAMA.
FIG. 10Detalhes e RecursosSALA CAR / MÓDULO
Detalhes e recursos da ocorrência
Embarcação de apoio acionada
Detalhes e histórico de trajetórias de embarcações de apoio offshore e status de acionamento.
08Arquitetura do sistema

Plataforma de gestão de ocorrências.

O ecossistema foi reorganizado em quatro faixas operacionais: ingestão, validação, ciclo de vida e mobilização/resposta.

01

Ingestão

Sinais de satélite, OSD, Poseidon II, sobrevoo LES e unidades marítimas entram como possíveis origens de ocorrência.

02

Validação

Geoprocessamento, classificação e origem do registro confirmam se o sinal vira ocorrência operacional.

03

Ciclo de vida

A ocorrência concentra estados, cronologia ICS 214, responsáveis, evidências e documentação formal.

04

Mobilização e resposta

Recursos, embarcações, comunicação e encerramento passam a operar como partes da mesma trilha rastreável.

09Impacto do Projeto

Impacto documentado: menos reconstrução, mais continuidade operacional.

O impacto mais forte não é cosmético. A plataforma transforma uma ocorrência ambiental em uma trilha operacional verificável: detecção, análise geoespacial, mobilização, ICS 214, consolidação e encerramento.

Automação documental
95%

A documentação consolidada registra aproximadamente 95% de automação na consolidação documental associada às ocorrências.

Escala monitorada
7plataformas

O material de OSD documenta radar em sete plataformas, dando escala concreta ao canal de monitoramento offshore.

Registro formal
ICS 214registro

A cronologia da ocorrência, mobilização e tempos de resposta passam a ser registrados como evidência operacional.

Continuidade operacional
Fluxocontínuo

Sinais, análises, recursos e documentação deixam de aparecer como registros paralelos e passam a compor a mesma ocorrência.

10Reflexões

Antes de desenhar a tela, é preciso modelar a operação.

O maior aprendizado foi modelar entidades, estados e responsabilidades antes de decidir como cada tela deveria funcionar. No SALA CAR, o design conectou sinais, estados e responsabilidades ao redor da ocorrência, sem apagar os sistemas externos do fluxo.